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A Imprensa Nossa de Cada Dia
Sabe o que é, cansei um pouco. Em meio às idéias de coletar material destes míseros 15 anos em que decidi registrar impressões, organizar, revisar e, quem sabe um dia, publicar e vender, o dia a dia tem-me cansado deveras...
E peço desculpas por isso. Sei que ainda há os amigos que esperam meu rojão de abobrinhas, mas confesso que pouco mudou, e deixo claro que nem tenho mínimas pretensões de ser algum dia, responsável por qualquer mudança.
Bom, vamos aos fatos, sob protestos deste medíocre que fala através destas teclas:
Demorou, mas o Fantástico, com incrível exclusividade, entrevistou a amiga da Santa Eloá, Santa Nayara, diga-se de passagem, exibindo um penteado digno das atrizes da novela das oito. E lá a menina de quinze anos desfilou todo o seu achismo técnico, amparado por um bom advogado de fundo, de olho nos honorários da recompensa que possivelmente conseguirão do poder público. Não discutirei os termos técnicos ocasionais desse triste episódio, sequer os aspectos psicológicos das vítimas e do meliante, devidamente trancafiado (já deve ter desinchado). Tudo isso já foi bastante explorado pelas ondas televisivas nacionais e até internacionais, embora o Datena e amigos ainda precisem bastante dessa ponta de audiência. O que quero falar é que embora minha rinite não permita com precisão, o cheiro de toda esta podridão que é a imprensa, que tem direito de entrevistar o garoto durante o seqüestro, eu disse durante, e sair como a salvadora dos fatos, como a detentora de toda a moral, ética e bons costumes que nos restam.
Falando em podridão, vejamos o Massa, a fórmula 1, o milionário circo dos carros e mulheres inatingíveis por nós mortais (não que eu queira, ok?). Nada aconteceu na verdade de emocionante, de verdade. Vejamos tecnicamente: No início da chuva, todos foram para os boxes, desde o líder, até o décimo colocado. Com exceção do execrado e inocente Glock, que resolveu arriscar ir até o fim sem a troca. Ele, que estava em sétimo lugar, e só passou a quarto porque não parou para a troca. Resultado, os outros voltaram melhores, Vettel passou Hamilton naturalmente, porque este não arriscaria nada absolutamente para garantir seu intuito. Coincidentemente, quase na última curva, Hamilton tranqüilamente passa o jovem e promissor alemão. Mas não só ele, os outros também, caindo corretamente este para a oitava colocação final, mostrando que sua tentativa não funcionou. Ponto. Eu e você não sabíamos de nada disso, simplesmente porque não queriam que soubéssemos. Galvão é pago para transmitir emoções, e não técnica e sobriedade. Embora as emoções que ele me transmita não possam ser traduzidas neste horário, todos acreditavam que Massa fora injustiçado, fazendo inclusive com que um seleto grupo de privilegiados espectadores cercassem os boxes da Toyota para chamar o coitado de mercenário. Não que ele não possa ser, mas não por isso. Eis mais uma da nossa digna imprensa.
E terminamos com o eleito Obama. Fora que comercialmente hoje seja mais vantajoso que o homem que vai comandar os poderosos Estados Unidos e, conseqüentemente o Brasil, seja ele, o primeiro negro, o parente direto de africanos, o havaiano quase pobre, etc, etc, etc. Mas, sabe no que eu pensei? Pensei simplesmente que no dos outros é mais gostoso. Explico. Idéias de novidades, de tentativas e riscos são muito interessantes lá, não aqui. Primeiramente explico o porque do termo “eleito”. Independentemente das falcatruas ou na simples demora na apuração por lá, a imprensa daqui já o elegeu de longa data. Nem a corna mais linda do mundo, Hillary, resistiu ao charme do senador. E quero, tanto para este item como para o anterior, registrar minha não-concordância com o termo “primeiro negro”, tanto para Hamilton, quanto para Barak. Porque, ao menos no meu ponto de vista, se ainda tocamos no assunto é porque ainda faz diferença. E se faz diferença, eu não concordo e não participo. Ponto.
É isso, pessoas. Nem sei quando virá meu próximo texto, mas posso apostar que ele terá assuntos diferentes, com idéias bastante parecidas, infelizmente.
E viva Marilson!! Campeão de Nova York, brasileiro sim senhor...
E viva Maradona, técnico da Argentina!! Não sei em que droga isso tudo vai terminar... Desculpem, não resisti...
Marcos Claudino, 39 anos, louco pra mudar de assunto...
Escrito por Marcoscl_SP às 15h45
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