Opiniões, Idéias e Viagens Mentais
   LIVRE PENSAMENTO

         São Paulo, 26 de julho de 2016.

LIVRE PENSAMENTO

         Recentemente tomei uma indireta sobre uma crítica que fiz à candidatura de Trump nos EUA através do facebook. Algo como o fato de brasileiros não saberem nem escolher seus próprios representantes, e darem palpite no processo eleitoral dos EUA, tipo isso, enfim...

         Tática básica, mesmo que inconscientemente, de quem tem seus princípios direitistas exacerbados pelo momento sócio-cultural atual.

         Eu nunca votei em semi-analfabetos, ou em invenções políticas. Há bom tempo anulo meu voto a cargos executivos, em claro e sincero sinal de protesto em relação ao pleito apresentado.

         E independente do que você ou outro possam julgar que eu tenha ou não o direito de achar, digo desde já que tenho sim esse direito. Tenho o direito de julgar Jesus Cristo, Maomé ou Buda, ou mesmo a versão personificada do mal, difundida pelas igrejas cristãs, que a mim apenas justifica irresponsabilidades humanas covardes.

         A vida desse sujeito (Trump) é recheada de eventos separatistas, racistas, e supremacistas, inclusive com processos ainda em andamento. Sua competência para governar a mais poderosa nação capitalista do mundo deve me interessar sim, principalmente se esse alguém quebrou boa parte das empresas herdadas do pai.

Afora esses aspectos técnicos, o comando político de um país dessa grandeza por uma pessoa dessa base cultural irá sim, influenciar a minha vida pessoal, a criação de meu filho, e os rumos separatistas e meritocratas que aqui pelo Brasil se difundem como água...

Não vai ser bom para eles, para nós e para o mundo, um retrocesso cultural de conseqüências devastadoras para um mínimo de evolução humana.

E o que você acha que eu posso ou não opinar não me diz respeito, aliás, não merece meu respeito, visto você simplesmente não ter esse direito. Tenho o direito de me preocupar e, principalmente, tornar pública minha opinião, através de uma rede social de livre acesso.

 

Obrigado.



Escrito por Marcoscl_SP às 15h39
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   Sobre Esperança...

SOBRE ESPERANÇA, SOBRE TEMOR, SOBRE TERRITÓRIO E DOMÍNIO, SOBRE PEGADINHAS SOCIAIS E MIDIÁTICAS...

         Esperança é esperar. Esperança é temor. Esperança é ainda não ter. Esperança é precisar sem ter. Esperança e temor são irmãos siameses. Sem temor, sem necessidade, não há esperança. Sem esperança o que há são duas vertentes: O caos ou o conformismo.

         Deu pra entender?

         Veja bem sua origem, as gerações anteriores, todo o esforço que fizeram, todos os paradigmas que tiveram que ser quebrados para você estar onde está.

Agora imagine se essas ações tomadas, totalmente relevantes à sua posição e conforto atual, fossem tolhidas antes de se tornarem realidade, por pessoas que tinham medo de perder suas posições, suas mesmas conquistas e confortos adquiridos...

Agora, finalmente, tente imaginar se você, hoje, não está simplesmente tolhendo a chance de uma outra parcela adquirir também seus avanços, seu reconhecimento e, por que não, seu conforto e aceitação...

Porque é muito fácil cair na pegadinha social de que o que você e seus antepassados fizeram foi diferente do que estão tentando fazer agora... O novo preocupa, incomoda, desestabiliza sua paz...

Esse é nosso papel hoje. Porque é muito fácil que nós, no momento em que alcançamos um patamar diferenciado em relação à maioria da população, tenhamos temor em, com o avanço dos demais abaixo de nós, perdermos nossas posições conquistadas.

E esse é o papel do movimento conservador hoje. É ele quem está ditando esse comportamento, e você não percebeu... Mas no fundo, ele não está mesmo preocupado com você, aliás, por ele, nem você teria muita coisa a se vangloriar. Ele está, com armas mais fortes que a sua, defendendo o seu território.

Porque, como muito bem diz nosso amigo Clovis de Barros Filho, para que os 3% da elite sobreviva como elite, os 97% demais devem estar muito abaixo, servindo-os sempre, apenas com esperança...

E se tiver esperança na população, muito bem divulgada pela mídia, que faz parte dos 3% dominante, tudo caminha na mais perfeita ordem...

Deu pra entender??? Abraço.

 

Marcos Claudino, profisisonal de RH, 47 anos, desconfia sempre que alguma ideia tem aceitação da maioria, e toma até Proibida, desde que seja premium...



Escrito por Marcoscl_SP às 11h03
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   O MUNDO É JUSTO SIM...

        O que eu já disse se foi, ninguém ouviu, leu, entendeu, enfim, vamos ao próximo momento, mesmo com tanta tristeza pelos últimos momentos vividos na vida política brasileira.

        A vida política brasileira, o nojo passado pelo festival de horrores que foram os pronunciamentos dos ilibados parlamentares na tarde-noite de ontem reflete apenas nosso estágio politico, ético e social atual.

        Cada um daqueles senhores terríveis carrega ao menos 50.000 eleitores que acreditam diretamente neles. De nada adianta ficarmos neste momento criticando nossos processos democráticos, nosso sistema político como um todo...

        Cada um daqueles monstros carrega o desejo de milhares de eleitores que, senão satisfeitos com o desempenho de seus parlamentares, muito felizes ficaram, visto e ouvido as comemorações presenciadas em todo o país.

        Se realmente querem acreditar naquele circo terrível como executor dos anseios da população, fiquem à vontade, mas não me chamem.

        É possível, acreditem, ter o mesmo nojo pela presidente da república e seu partido e aliados, como também ser contra aquela demonstração de mau gosto coletivo-representativo.

E eis-me nessa parcela, atônita, perplexa, com tamanha hipocrisia, contida na transmissão, na condução, nas opiniões de “especialistas”, e nas panelas batidas e buzinas tocadas após o 342º voto...

        Se realmente o brasileiro quer aquilo, e realmente o quer, em sua maioria, ele não entendeu o que fez, não entendeu que usar de tantos inimigos para se livrar de um único inimigo, rasgando o poder do voto da maioria, não é um caminho saudável.

        E minha tristeza vem de saber disso. O mesmo povo que coloca aqueles pilantras traidores e oportunistas naquele microfone para profanar palavras como honestidade, família e Deus, é o povo que enriquece e consome figuras pequenas como Neymar, como Geisy Arruda, Ratinho, Edir , Silas, Anita, duplas sertanejas medíocres, sub-culturas, bordões humorísticos horríveis e muito mais que ainda não percebemos que nos limitam tanto...

        Porque culpar a imprensa, mídia e os políticos é muito pequeno e injusto, visto a população que dá a audiência e os votos está aqui, de uma forma ou de outra, apoiando suas decisões e conteúdos...

        Hoje eu realmente entendo que o poder vem do povo e para o povo, quer queiram, quer não... E sei que o desejo de afastar demais figuras não chegará nem perto, nem em cheiro, dessa comoção vazia e burra que presenciamos nos últimos meses, mais precisamente desde outubro de 2014, data em que soltaram os demônios mais perversos da população de meu país.

        Demônios que podem simplesmente “homenagear” torturadores do período mais sombrio de nossa história, e ainda serem aplaudidos por unanimidade quase completa... Quase, dependendo de mim e de alguns que conheço...

 

        Marcos Claudino, 46 anos, profissional de Recursos Humanos, apenas envergonhado, pedindo perdão ao filhinho, pelo país merda que ajudou a fazer até agora...



Escrito por Marcoscl_SP às 15h46
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   Vamos Passando

        São Paulo, 09 de março de 2016.

VAMOS PASSANDO

        Quanto tempo hein? E como os últimos textos não geraram nem likes do face, fico cada dia mais à vontade para tentar passar impressões sobre esses tempo doidos.

        Bom, tem a “prisão do Lula”... Estava em Porto Alegre, e o taxista que me levava ao aeroporto vibrava com a notícia de que haviam prendido o Lula... Bom, com contatos no whats e assistindo um pouco de TV na espera da decolagem fiquei sabendo um pouco... Depois, à noite em casa, com excedente de quarenta minutos no JN, entendi melhor... E entendi melhor uma teoria que eu tinha... Ao primeiro momento da notícia / boato, a bolsa disparou e o dolar caiu bastante... Será que eu estou louco, ou estamos vivendo uma crise plantada por quem não quer que o atual governo leve mérito por algum crescimento? É claro que o empresário faz o que quiser com o próprio dinheiro, mas ao menos que a mídia esclareça alguma coisa nesse sentido seria o mínimo... Mas eu não espero o mínimo de nossa mídia, de nosso governo e de nossa medíocre e podre oposição... O material que esses três itens são feitos se chama povo, e este não mudará nos próximos anos...

        Tem a candidatura do “Bolsamito”, com direito a Feliciano como vice... Os heróis dos novos tempos. Heróis que trazem os conceitos arcaicos do passado como lema. E tem gente que realmente acredita que no passado temos, além de histórias, exemplos a serem aplicados para o futuro... Tenho que respeitar quem apoia, quem anuncia, e quem já faz campanha... Eu ainda acredito que políticos desse nipe, quando disputam cargos executivos, caem por terra sozinhos. Com argumentos simplistas e futeis não se chega muito longe. Ao menos é essa reação que espero da população... Em tempos em que um certo Sr. Trump tem grande apoio dos hispânicos estadunidenses, o que esperar do povo daqui?

        Tem os super heróis da Lava-Jato... Quer dizer que se o senador preso denuncia o Aecio há repercussão pífia, mas se ele cita o Lula o Brasil vem abaixo? A mesma impressão que tive do respeitado juiz Joaquim Barbosa é a que tenho do não menos respeitado Juiz Moro... O terreno é propício a isso, reconheço. Nada tenho contra esses, repito. Mas os acho midiáticos, vaidosos, e principalmente, extremamente parciais, defeito gravíssimo ao cargo hiper bem remunerado que ocupam...

        O que penso disso tudo: Quero presos todos, os que roubaram cinco centavos, e os que roubaram trilhões, no mesmo lugar... Nada tenho a favor de Luiz Inácio e seu partido, não os elejo mais há muito tempo. Mas a idoneidade que a imprensa dá aos outros me enoja. E essa isonomia dada pela imprensa é facilmente aceita pelo povo, que não admite uma coisa óbvia: Preconceito!! Imagine que a jornalista-amante grávida exilada na espanha fosse envolvida com Lula, não com FHC... Consegue imaginar a carnificina? Imagine o helicóptero cheio de cocaina, sendo de um parlamentar do PT... Imagine a compra de votos para a reeleição tendo sido manobrada pela esquerda? Imagine esse fácil e tranqüilo desvio da grana das merendas escolares praticado pelo PT... O que não tenho comigo é o ódio, a insanidade praticada por quem não concorda com o atual governo... E eu não concordo também viu?

        Mas não vou às ruas dia 13 (coincidência não?). Não quero encontrar hipócritas como Capez e amigos. Porque eu acho que o povo está caindo direitinho nessa conversinha, isso porque concorda com a conversinha... Não sai honestidade de um congresso eleito por uma população que ainda tem valores morais e éticos tão fracos ainda... Estamos crescendo, tem gente séria protestando, mas a maioria não quer mesmo é admitir seu preconceito... E se passamos a pedir militares, se formamos um Congresso Nacional por pastores, por ex-militares, e por oligarcas de longa data, não queremos de verdade que nada mude muito, não é?

        Não quero que uma vírgula das investigações seja alterada, mas queria muito, muito mesmo, que as investigações chegassem a ser divulgadas e todos, inclusive de tanta corrupção que, por interesse bem explícito, não era divulgada antes de 2002.

        Pra terminar: o discurso de que nunca se roubou tanto jamais irá me convencer. Isso porque jamais saberemos o quanto se roubou antes, porque o próprio povo não quer saber... Boa sorte a todos nós!!

 

        Marcos Claudino, 46 anos, profissional de Recursos Humanos, decepcionado, assustado e, sempre, feliz...



Escrito por Marcoscl_SP às 13h11
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   50 Fatos sobre mim...

         Não que interesse, talvez apenas eu ache interessante, mas sigo a linha e queria muito que alguns amigos fizessem o mesmo. Descobre-se coisas interessantes. Então aí vai:

1) Quando eu tinha 21 anos de idade experimentei maconha. Uma única vez. Não gostei nem desgostei. Mas não vi motivo para continuar com isso. Mas meu amigo disse que eu ri muito à toa... Dane-se, não continuei...

2) Tenho muito medo de altura. Quando criança não tinha. Fui ficando velho e cagão. Hoje não compensa ir em parque de diversão.

3) Quando era garoto namorei uma menina por três anos. Depois dela namorei várias garotas por no máximo seis meses. Algumas eu voltei a namorar, e voltou a durar menos de seis meses. Então conheci minha esposa. Namoramos quase 13 anos e estamos casados há 8 anos. Ela é minha melhor amiga, e uma das pessoas mais chatas que conheço.

4) Nunca quebrei nenhum osso do corpo. Antigamente me sentia meio mal por isso, pois todos os garotos quebraram no mínimo um dedo...

5) O filme que eu mais gostei foi A.I. Inteligência Artificial, e se eu assistir de novo hoje, vou chorar de novo. Embora tenha me emocionado muitíssimo em Os Últimos Passos de Um Homem.

6) Gosto muito de ler, embora não o faça atualmente. O autor que eu mais gostei foi Saramago, especialmente o duo Ensaio sobre a Cegueira e Ensaio sobre a Lucidez.

7) Adoro filmes, livros, documentários e qualquer coisa que contenha heresias. Acho fascinante desafiar as religiões. Mas tem que ser inteligente, como Constantine, Guerra dos Anjos, A Última Tentação de Cristo, etc.

8) Tenho formação católica, estudei seis anos num colégio de padres. Já fiz cursos kardecistas, acredito em espíritos e reencarnação, mas sou agnóstico, e é bem provável que seja por preguiça.

9) Tenho inveja sincera dos ateus, mas nunca conseguir ser um...

10) Joguei futsal por mais de trinta anos seguidos. Tive um time que durou 22 anos (5 Estrela FS). Parei de jogar quando minha mulher estava grávida e ainda não voltei, mas pretendo.

11) Sou viciado em programas sobre carros e motos. Assisto várias vezes aquelas transformações, customizações ou reformas. Mesmo repetidos.

12) Não gosto de vídeo-games. Já gostei, mas no tempo do Atari, porque um vizinho meu tinha um e a gente jogava até quebrar o joystick.

13) Tive caxumba, catapora e piolho. Não tive sarampo.

14) Não gosto de dobradinha, de quiabo e de jiló. E nada que se relacione a esses três alimentos nojentos.

15) Não gosto de música sertaneja, velha ou nova, universitária ou analfabeta. Odeio funk carioca com toda minha alma. Suporto pop internacional enlatado. Não gosto de axé, muito menos de nada originário da cultura paraense (nada contra os paraenses).

16) Nunca saí do Brasil, nem pro Paraguai nem pra Argentina, mas pretendo.

17) Gosto muitíssimo de cachorros. Gosto muito de bichos, principalmente filhotes. Não tenho nenhum. Tentei ter três peixes e os três morreram.

18) Me casei com 37 anos de idade e fui pai faltando uma semana para completar 45 anos de idade.

19) Religião me irrita. Suporto poucas situações religiosas e quase nenhum ritual. Mas já fui coroinha de missa, muitas vezes. Fiz primeira comunhão e jurei um monte de coisas pra poder casar na igreja católica.

20) Meu primeiro carro foi um fusca, que foi roubado três semanas após ter sido comprado, e cinco meses a ser pago o financiamento.

21) Acho que sempre terei motocicleta. Gosto e preciso. Me ajuda bastante.

22) Antes do meu filho nascer eu achava que já tinha amado muito minha família, esposa e amigos. Mas percebi que nada jamais irá se comparar ao que sinto por ele.

23) Político e política me irrita, mas procuro ficar por dentro para não me alienar e sair falando besteira por aí...

24) Sou formado em Contabilidade, mas nunca fui pegar meu diploma, desde o ano 2000.

25) Trabalho com Recursos Humanos há mais de 20 anos, amo meu trabalho, mas já vendi terrenos, já desmontei e cortei carros, e já vendi sorvete pra uma vizinha.

26) Fumei dos 16 aos 45 anos de idade, e não ponho um cigarro na boca há nove meses.

27) Já fiquei bem bêbado, já dirigi bêbado antes da lei seca. Já vomitei por bebida, já esqueci como cheguei em casa, já dormi no carro pra não ir pra casa bêbado.

28) Homofóbicos me irritam tanto quanto religiosos fanáticos. Na verdade sempre achei que homofóbicos são homossexuais enrustidos.

29) Servi o exército em 1988. Ainda tenho dois amigos desde então, o Sidnei e o Arnoni.

30) Não sei dizer quem eu amo mais: Minha mulher, minha mãe, meus irmãos ou meus sobrinhos.

31) Toco violão muito mal, mas muita gente acha que toco bem, não sei mesmo porque...

32) No meu primeiro ano na escola eu urinava nas calças, na sala de aula. Não muitas, mas algumas vezes. Nem sei porque fazia isso.

33) Quase não tenho pêlos nas axilas. São poucos e finos, nunca entendi porque.

34) Escrevi um livro, mas participei de outras duas coletâneas de contos. Pretendo escrever outro, um dia.

35) Tenho duas tatuagens. Uma índia no braço direito, que não tem nenhum significado, e o carimbo do pé do meu filho recém-nascido no ante-braço esquerdo.

36) Gosto das músicas do Dalto (só os velhos saberão), mas odeio Roupa Nova depois da música sapato velho...

37) Não sou traumatizado mas gostaria de ter 5 míseros centímetros a mais do que os 1,65 m atuais, mas não será mais possível.

38) Continuação do tema acima, casei usando sapato Di-Polini com 6 centímetros a mais, pra não ficar muito feio ao lado da patroa que estava de salto, depois doei o sapato.

39) Gostaria de ficar à frente da tela Monalisa do Da Vinci, no Louvre. Esse cara pra mim é o ser humano mais fodão que conheço, genial em tudo que fez. Possivelmente choraria na frente do quadro.

40) O lugar que eu mais gostei de trabalhar foi a SPTrans, de 2005 a 2009.

41) O melhor ator que já vi é o Forest Whitaker, embora goste muito do Sean Pen, De Niro, Al Pacino, Antony Hopkins, entre outros poucos.

42) Tenho a coleção completa dos seriados Anos Incríveis e Friends.

43) Uma vez eu comi umas dez fatias de abacaxi e fiquei intoxicado de madrugada, cheio de pelotas pelo corpo.

44) Quando tinha 13 anos de idade bati manga com leite no liquidificador e tomei tremendo de medo, achando que iria morrer.

45) Morei durante quase um ano num hotel no centro de São Paulo com meu irmão e minha mãe.

46) Chorei muito um dia em que contei uma mentira ao meu irmão de que havíamos mudado e não morávamos mais no hotel.

47) Depois do nascimento do meu filho e do meu casamento, a maior emoção da minha vida foi gritar o gol do Paolo Guerrero no Chelsea em dezembro de 2012.

48) Quando eu tinha 16 anos trabalhei como office-boy, e roubava no dinheiro do ônibus pra comprar cigarros.

49) Meu senso de direção é possivelmente o pior do mundo. Eu entro num lugar sem janelas e esqueço imediatamente de que lado está a rua que eu entrei.

50) Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi são os piores escritores que já vi. Moacyr Godoy Moreira é um dos melhores que já li, mas não vale porque é meu amigo.

 

E aí, conte sobre você...



Escrito por Marcoscl_SP às 08h02
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   AO MESMO PONTO...

         A onda do protesto está em alta. Tudo o que não concordamos, vamos protestar. Ainda mais agora que temos nosso BBB particular, nosso amigo facebook, onde nos tornamos seres magnânimos, verdadeiros semi-deuses da razão e civilidade. Pena que não é bem assim no chão duro, né?

         Baixando um pouco o volume dos gritos “fora essa e aquele”, baixando o barulho das panelas bem cuidadas pelas empregadas, mas empunhadas com volúpia pelas patroas, podemos desvendar um pouco desse chão, dessa base, que move a maioria dos nossos problemas sociais.

         Na verdade, política, futebol, novela, mídia, entretenimento, estão interligados por uma matéria que une todos esses fatores num mesmo recipiente: nós mesmos, o povo...

         Não se explica os problemas éticos da política brasileira sem desconsiderar nosso comportamento, nossa forma de enxergar, por exemplo, futebol. Por exemplo, novela, por exemplo, músicas enlatadas e descartáveis. Estas questões estão no mesmo lugar, saem da mesma semente, e germinam as besteiras coletivas que hoje perturbam, ao menos os meus ouvidos...

         Esqueça toda a corrupção que envolve a cartolagem do nosso amado futebol. Prenda-se ao campo. Veja Rivaldo forjando uma bolada no rosto, resultando na expulsão do zagueiro da Turquia. Veja a dor insuportável de nossos bravos atletas ao serem atingidos pelos cruéis adversários, sendo imediatamente curados com a aplicação do cartão ao adversário. Somos assim, achamos isso normal, convivemos com isso.

         Vá ao supermercado, veja a quantidade de carrinhos abandonados pelos usuários, recolhidos dioturnamente pelos auxiliares... Veja a guerra pelos lugares, a cara de pau dos não-deficientes que se utilizam das vagas não destinadas a eles. Somos assim, achamos isso normal, convivemos e colaboramos com isso...

         Veja a quantidade de pseudo-músicas que recebemos diariamente pela indústria fonográfica, cada dia mais descartável, inundando de milionários temporários as capas de revistas e horários nobres em nossos programas dominicais, recheados de grandes figuras humanas... Critique a baixíssima qualidade, e receba toneladas de críticas, por não aceitar as músicas do povo... Somos assim, achamos isso normal, convivemos e colaboramos com isso...

         Com toda a crítica, BBB´s e novelas, fórmulas idênticas, continuam sustentando as grandes redes televisivas e adjacências, com a mesma volumosa receita gerada pela audiência e participação popular... Somos assim, achamos isso normal, convivemos e colaboramos com isso...

         E resolvemos agora, que, numa gama mínima de milhares de pessoas que elegemos a todos os cargos públicos existentes no país, devemos mesmo é tirar uma única dessas pessoas, possivelmente responsável por toda a desgraça vivida pela nação... E tudo ficará lindo... O povo vai aprender a ser honesto, ético, apenas se uma pessoa sair... afff... Dá desânimo...

         É claro que a alternância do poder é saudável, concordo plenamente. Mas a oposição deve se fazer confiar, para poder ocupar a maioria da vontade popular nas URNAS, senão não vai por graça divina, meu povo...

         Deixo clara minha concordância absoluta com o Gregório dia desses: odeio o PT, odeio a Dilma, odeio o Lula, realmente. Mas principalmente porque se disseram diferentes e não o eram. Mas cair no joguinho da moda de gastar meu tempo precioso e raro para embarcar numa idéia ingênua e inoperante, isso eu não irei, meu tempo e meu cérebro valem bem mais que isso.

         E quando eu notar que as ATITUDES das pessoas está mudando um pouco, quando eu vir que começamos a entender nosso papel, nossa culpa na situação atual, nossa colaboração e importância para mudar tudo isso, lá estarei, na rua, gritando, com Cauê nos ombros, porque é pra ele que eu quero esse país bem melhor, esse mundo bem melhor...

         Mas com os carrinhos de supermercado espalhados no estacionamento, com linxamento de seres humanos, com separatismo disfarçado (nem tanto), nada farei, a não ser viver e temer pelo futuro...

 

         Marcos Claudino, 46 anos, profissional de Recursos Humanos, vivendo um caso de amor com o filho, com a esposa, com a família, lutando pra não perder a capacidade de pensar com justiça... Não sabe se está conseguindo...



Escrito por Marcoscl_SP às 16h34
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   NEM SEI

         São Paulo, 29 de julho de 2015.

 

NEM SEI

 

         Nem sei se quero escrever. Aquele momento entre o fim de uma atividade longa e o início de nova atividade, com proximidade do almoço...

         Mas, enfim, cá estou.

         No que nos transformamos? Com o artifício da internet, o Big Brother contínuo e consentido, nossas redes sociais nos tornaram super heróis, estereótipos de pessoas perfeitas, que estão longe de qualquer defeito pessoal, de qualquer desvio de conduta, perfeitas, simplesmente.

         Nossas opiniões, jogadas cruelmente ao acaso de um “grupo de amigos”, não têm mais a intensão de ajudar, de não ferir, de melhorar algo, mas apenas de nos mostrar melhores aos outros. Um poder não experimentado antes.

         Posso te contar um segredo? Mantenho muita gente que não concordo nem com meio porcento do que pensam, como amigos, apenas para não perder a noção do mundo, e também para rever sempre meus conceitos.

         Mas ando mesmo chateado. Esse dualismo cínico está mesmo me enchendo. E não se trata de facebook, porque o orkut foi igual, até o falecido Mirc teve isso... Dualismo pode haver, o que não pode haver é intolerância, é simplismo de ideias, é simplificação de problemas que são complexos.

Se você é a favor das ciclovias, é petista, vai pra Cuba... Se você é contra a redução da velocidade nas marginais é coxinha, vai pra Miami... E isso é muito chato. Rotulamos automaticamente, rotineira e sinicamente qualquer um, e fim...

         Somos mesmo a cara de nossos representantes políticos, queiramos ou não, estamos exatamente no mesmo patamar. Não existe governo ou oposição, existe inveja de quem tem maior fatia no bolo. Ou PT e PSDB sairam de países opostos? Veja direitinho nosso congresso.

         Romário é solução? Não move um dedo se for prejudicar o amigo íntimo Eurico. Aécio ajudaria? Mas, minha gente, o cara é ruim demais, envolvido em tudo que a imprensa interesseira tenta e consegue esconder, inclusive helicóptero próprio transportando substâncias estranhas.

Quem poderá nos salvar, fora o Chapolin? Garotinho, Tiririca, Dilma, Lula, Tancredo, Ulisses, Militares? Idênticos, você sabe disso...

Mas tem salvação, tem sim. Somos ainda muito orgulhosos para admitir que erramos, que decisões passadas foram erradas, que votos passados estavam errados. Comecemos por aí, já ajuda muito. Até agora não foi bom. Esse congresso evangélico-pirotécnico, corrupto em sua maioria, conservador em esmagadora e perigosa relação, não está ajudando, e quem o colocou lá fui eu, foi você e seu amigo aí do seu lado. E não está bom...

Sei lá, lembra quando eu escrevia sobre minha preocupação com o mundo que meu filho veria? Pois é, agora ele está aí, dando os primeiros passinhos, e eu estou envelhecendo rápido, mas de preocupação com essa radicalidade, com esse movimento xiita, com essa falsa ideologia politicamente correta...

Me ajuda aí, vamos fazer um chão e uma cobertura melhor pra esses pequenos, porque senão quem estará completamente desprotegido seremos eu e você, na proximidade de nossas velhices, desamparados de valores humanos...

Valeu!!

 

Marcos Claudino, profissional de Recursos Humanos, 46 anos, olhos estalados, esperando a gripe passar pra tomar uma geladinha...    



Escrito por Marcoscl_SP às 14h11
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   Remake e propaganda

Texto dos antigos, aperitivo para quem se interessar por meu livro: https://www.clubedeautores.com.br/book/153902--Opinioes_Ideias_e_Viagens_Mentais#.VEe2d_nF9Z-

 

 HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR, SE PUDER...

 

Tinha treze anos de idade. Meus pais me apresentaram o Chico em casa, sorridentes, embora eu percebesse em minha mãe certo ar de tristeza. Chico me levou embora, pra bem longe, e nunca mais vi meus pais. Chico não falou uma palavra, durante toda a viagem. Eu nunca tinha saído da vila, e não tinha a menor idéia de onde estava sendo levada.

Chico me acordou, e eu nem sabia se era o mesmo dia, ou se haviam se passado dois ou mais. Encontrei uma casa pequena, mal tratada. Chico me olhou, acariciou meu rosto, apertou meu pequeno seio esquerdo, sorriu, e abriu a porta da casinha. Fiquei sentada na sala minúscula, num banquinho de madeira, enquanto o Chico descarregava as tralhas da caminhonete. Arrumou minha cama, mandou-me ir deitar, levou-me um copo de leite e duas bolachas maisena numa ripa de pau, que usou de bandeja. Fechou a porta, e dormiu na sala, sobre uns pedaços de papelão.

Na manhã seguinte, mandou-me fazer a comida, e eu, com todo o conhecimento de minha idade, fiz o arroz mais empapado da história, fritei uns ovos que estorricaram, e fiz uma salada, sem lavar as folhas da alface. Chico comeu tudo, não disse nada, mandou-me lavar a louça, e saiu.

Chico chegou tarde, depois de anoitecer, levou-me pro quarto, e violentou-me. Acabou, colocou as calças, e saiu de novo. Durante bons meses foi a mesma coisa, mas agora eu já sabia o que ele queria, e facilitava as coisas, embora nunca tenha deixado de ser dolorido.

Comecei a ter enjôos, e Chico começou a chegar bêbado em casa. Sentava-se no banquinho da sala, arfando, olhando torto, falando umas palavras intraduzíveis, levava-me pro quarto, tentava possuir-me, mas dormia antes, muito fedorento. Eu tirava suas roupas, ajeitava a coberta, cuidava dele.

Chiquinho nasceu sem o pai saber. Chico sumiu por uns dois meses, e a vizinha parteira trouxe o Júnior ao mundo. Tive problemas, claro, e quase perdi todo o sangue do corpo. Quando Chico voltou, Júnior já tinha três meses. Chegou em casa, pegou o menino no colo e sumiu de novo. Voltou no dia seguinte, sem o Júnior, e violentou-me outra vez.

Quando Chico sumiu pela quarta vez com mais um filho meu, eu nada disse, como sempre. Esperei que ele chegasse bêbado, e dormisse. Quebrei seu crânio em três pedaços, com um pedaço de ferro que encontrei no quintal, e fui dormir na sala.

Hoje vivo com tranqüilidade. Minhas amigas na cadeia me ensinaram muita coisa, e eu aprendi a ser respeitada. Aprendi inclusive a ter prazer, pois minha namorada é bastante carinhosa. Às vezes penso no Chico, nos meninos, nos meus pais, mas não sinto nada. Nunca chorei por eles, nem por ninguém, mas sei que é porque eu morri aos treze anos de idade, e minha história se escreve em uma única folha de papel...

Abraços!!



Escrito por Marcoscl_SP às 11h55
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   Quem sabe...

Osasco, 08 de julho de 2014 

 

QUEM SABE... 

 

Não pode mesmo ter sido bom? Quem sabe o dia de amanhã, o próximo mês, o próximo ano, ou a próxima geração não possa aproveitar esse dia de suposta catástrofe em favor próprio... Pois eu vou tentar mostrar, enquanto assisto o South Park, que a maior derrota de todos os tempos da seleção brasileira de futebol, possivelmente hoje nosso maior patrimônio, tenha sido uma das maiores oportunidades ao povo brasileiro de melhorar imediatamente em suas maiores deficiências. 

Sempre me pareceu estranha a relação entre a seleção de futebol com a população... Ninguém jamais ligou, ao contrário, vangloriou, a malandragem de um jogador que consegue enganar um árbitro, arrancar um cartão por simulação, ou mesmo até fazer um gol irregular e comemorar o resultado dessa desonestidade... 

Será que isso parece familiar em nosso dia a dia? O imbecil que vive enganando a esposa é um herói... O camarada que ultrapassa pelo acostamento chega mais cedo ao destino e conta a todos sua façanha... O bom pai de família que recebe o troco a mais e conta até pros filhos como é esperto... 

Não estou tentando destruir a magia e beleza desse esporte, também o adoro, de verdade... Estou dizendo que nosso nível cívico é baixo, e o futebol nutre muito dessa "way of life" superficial, tão sentido aqui pelos lados do hemisfério sul... Qual o sonho de toda criança, ainda hoje? Ser jogador de futebol, famoso, rico, é, sem dúvida alguma, o maior de todos os sonhos dos brasileirinhos.  

Quem sabe a vergonha da maior de todas as goleadas em copas, em casa, o mundo inteiro vendo, não possa ajudar, pela ridícula vergonha que sentimos, não tire o peso (acabou o episódio do South Park, ótimo como sempre) desse orgulho idiota de sermos penta-campeões, de termos orgulho de nossos campeões milionários, e de sermos malandros e enganadores o tempo todo? 

Quem sabe uma luzinha, ainda fraquinha, quase imperceptível, não ganhe intensidade, mesmo que para esquecer essa idiotice, de que estudar, melhorar, trabalhar de verdade, de ter um pouco mais dignidade pelos seus próprios esforços não seja visto por alguns milhões de brasileiros que hoje, erradamente, se sentem humilhados, como um valor a se considerar? 

É lógico que tem muita utopia nesse texto, mas acho que vem bem a calhar, já que transformamos uma utopia, há tanto tempo vista com orgulho, em razão de humilhação e vergonha... (assistindo Big Bang Theory). 

Acalme-se brasileirinho choroso de hoje... Essa derrota pode te colocar num patamar bem diferente, e indiscutivelmente melhor, num futuro não tão distante... Quem sabe você pára de cantar a música do Itaú, quem sabe você esquece esse feio corte de cabelo do menino rico que se machucou, e pense melhor no mundo que vai administrar quando eu me aposentar... 

Quem sabe? 



Escrito por Marcoscl_SP às 01h30
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   FATOS E PONTOS DE VISTA (SÓ MEUS)

         São Paulo, 19 de novembro de 2013.

 

FATOS E PONTOS DE VISTA

 

         Deixa eu tentar explicar...

 

         A maioria dos negros no Brasil (e no mundo) são pobres, ou têm sua origem nas camadas mais pobres da sociedade. Pouquíssimos deles nascem em situação de conforto. Isso é um fato, não um ponto de vista.

 

O sucesso dos negros no Brasil (e no mundo), na esmagadora maioria das vezes, vem de atividades ligadas ao esporte ou às artes. Isso é outro fato.

 

         Sabemos que o Brasil foi colonizado por portugueses, que trouxeram os negros escravizados deportados de suas nações africanas durante muitos séculos. Eis outro fato.

 

         Sabemos que a abolição da escravidão no Brasil foi apenas uma maneira descarada de definir a exata camada da população que seria, em pouquíssimo tempo, responsável pela pobreza e criminalidade na sociedade.

Não entendeu? Eu explico: Nos Estados Unidos, por exemplo, aboliu-se a escravidão e indenizou-se os escravos libertos, de modo a proporcionar a oportunidade de subsistência mínima, sem a dependência dos antigos “patrões”. Se isso foi feito de maneira certa ou errada, se os valores eram irrisórios, ou qualquer outro defeito desta decisão não vem ao caso. No Brasil, aboliu-se a escravidão indenizando-se os senhores feudais, fazendeiros ricos, que tiveram prejuízo com a eliminação da gratuita mão de obra. Os negros que não continuaram explorados pelos mesmos patrões só mudaram de maloca, e continuaram explorados. Isso, meu amigo, minha amiga, é outro fato, não meu ponto de vista...

 

         Calma que eu chego lá...

 

         E o que eu e você, olhos claros, descendentes de europeus, temos com isso? Eu penso que temos tudo a ver com isso. E isso é meu ponto de vista. Nos beneficiamos ainda hoje de nossa origem, de mais oportunidades, de preconceitos sociais e individuais existentes e bem forjados durante séculos. Levamos vantagens nas escolas (mesmo públicas), e na disputa por empregos, por vagas nas universidades, por melhoria técnica e profissional. Eu não tenho dúvidas disso.

 

         Agora, você quer saber se eu sou contra ou a favor de Cotas nas Universidades? Sou completa e terminantemente contra. Porque acho que oportunidades devem ser iguais a todos.

 

         Agora, você acha que eu sou contra ou a favor da lei de Cotas no Brasil??? Pois eu te digo: Infelizmente, neste momento eu sou a favor, contra meus próprios princípios. E sei te explicar também, veja só: Por acaso temos, neste momento, condições iguais de oportunidades, partindo das bases educacionais de todas as camadas da sociedade? Não temos, e isso é fato novamente.

 

         O que eu sou contra é que esta atual lei descrimina origens étnicas no tratamento. E eu penso que deveria ser descriminada pelo aspecto social. E o resultado seria qual? Exatamente o mesmo, ou seja, negros, em sua maioria, seriam beneficiados.

 

         Com um nível igual de bases educacionais a todas as camadas da sociedade definido e em atividade deve-se abolir qualquer tipo de benefício desta natureza. Mas neste momento, eu não consigo ignorar que vivemos sim num país desigual, com quantidade e qualidade de oportunidades bem diferentes...

 

         E se você não passou fome, como eu não passei, não sabe o que é miséria e falta de oportunidade. E se você se acha exemplo de sucesso por ter lutado por suas oportunidades e as conquistado, imagine-se negro, nascendo numa favela, comendo merda e vendo a liga das senhoras católicas chegar de carro importado para trazer presentes do papai Noel e ir embora, até o ano que vem...

 

 

         Pronto, falei...



Escrito por Marcoscl_SP às 11h25
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   Propaganda própria

Olá amigo (a). Quero pedir seu apoio para divulgar meu filho mais recente, livro de contos e crônicas.

Abaixo link para compra, dá pra ler as primeiras páginas.

https://clubedeautores.com.br/book/153902--Opinioes_Ideias_e_Viagens_Mentais#.UoobENJ188N

Obrigado!!



Escrito por Marcoscl_SP às 11h50
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   Pronto para as porradas...

FACA NOS DENTES, OLHO NA NOVELA...

 

         Trata-se da vingança virtual... Povo destratado, muito por culpa própria, quando vê um vídeo onde o bandido se dá mal, vibra. Sente-se como o próprio autor dos disparos. E vira fake. Bandeira da justiça pela violência, pura e simplesmente. E ai de quem ousar sair da teoria geral, geralmente simples, de que bandido bom é bandido morto. Será tratado como tal, na melhor das hipóteses.

 

         O assunto é muito mais complexo do que parece, mas sempre será mais fácil tratar como bom, final feliz, conto de fadas da miséria, onde a princesa maltrapilha se transformará no Anderson Silva e matará a todos os tiranos com golpes de marreta.

 

         Pronto, estamos de acordo com o desfecho, nada a acrescentar. Condecorem o policial, levem a vítima ao Datena, e está concretizado o ato, fecham-se as cortinas para a próxima novela das nove, estrelando um ator de Malhação...

 

         É muito triste saber que estamos assim. Bandido bom, a meu ver, é bandido punido, preso, tornando-se produtivo à sociedade e a si mesmo, e retornando ao convívio social sabendo que será novamente punido se novamente errar. E ao termo “bandido”, quero dizer todos. De arma na mão e atrás de uma mesa, eleito legitimamente para roubar, todos, simples.

 

         Mas tão acostumados estamos com a impunidade, com o péssimo desenvolvimento de nosso sistema carcerário e judiciário, que a pena de morte não legitimada ainda é vista como solução justa.

 

         E antes que me passe por defensor de bandidos, deixo claro que não o sou. E não sou hipócrita em achar que essa minha utopia é a única solução para o problema como um todo. O policial agiu certo, diante da circunstância, a meu ver, mas a situação inteira e seu desfecho, e essa é só minha opinião, é muito triste, assim como a reação fácil da maioria das pessoas.

 

         Produzimos consumo e violência como entretenimento o tempo todo, mas ainda achamos que isso é só diversão. Nada temos de participação quando desfechos violentos culminam com a morte de jovens desorientados, capazes de atrocidades, como todos nós, educados por esta linha inútil de vida desigual.

 

         Somos egoístas e simplistas. Somos preguiçosos uns com os outros. Valorizamos o bem material, vangloriamos os violentos, pagamos propinas sempre que possível, chamamos político de “doutor”, mas nada temos de participação no desequilíbrio existente...

 

         E mais uma vez esperamos dos outros, de Deus, do vereador amigo do irmão do vizinho, a solução para que façamos menos, pensemos menos, e tenhamos mais tempo para assistir Tropa de Elite, carnaval, novela e futebol, porque esse mundo tá muito louco e eu preciso me divertir.

 

 

         Marcos Claudino, 44 anos, muito preocupado com o mundo que seu bebê encontrará ao chegar, mas com toda a disposição do mundo em ajudá-lo.



Escrito por Marcoscl_SP às 12h57
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   Remake

Texto publicado em Agosto de 2006 no saudoso site www.simplicissimo.com.br

O Puto

 

Já fui mais bela. Isso foi antes, bem antes.
Ainda chamo a atenção. Tenho um diferencial, nem sei. Eles ainda me procuram. Parada ali, na esquina da Gusmões, humilhando às demais  com minhas pernas grossas, meu cabelo liso, negro, cumprido, esvoaçante, minha pele morena. Algumas manchas já aparecem. O rosto mais magro. Nada que a maquiagem e a noite, essa amiga sempre fiel, onde todos os gatos e gatas são pardos, graças aos céus, não possa fazer disfarçar.

 

Papai ajudou-me em minha escolha. Minto, ele foi fundamental. As aventuras no terreno do fundo de nossa casa, supostamente para apanhar lenha, eu com meus tenros seis, sete anos, e um mundo abriu-se. Quer dizer, eu me abri, literalmente. Na primeira vez doeu. Na segunda também, como em todas as demais. Papai tinha boa intenção, mas não sabia fazer. Os docinhos, balas e roupinhas novas valiam o sacrifício. Pois alguns anos depois, os amiguinhos da escola já tinham mais jeito, mais carinho, mais amor...

 

Não fui ao enterro do papai, nem chorei, nem senti. Meu primeiro amante expulsou-me de casa aos treze, numa crise de ciúmes ao flagrar-me debaixo de um tio distante, na sala, à tarde.

 

Mamãe sempre me entendeu. Essa sim, pelo menos enquanto esteve em casa, antes de fugir com o caminhoneiro que cheirava a cachaça e vinagre, deu-me um pedaço de carinho, não sei de onde arrancado, naquele corpo judiado pelas humilhações e surras de papai...

Frio. Meu olhar, como sempre, não tem brilho nenhum. Prefiro dar, mas a maioria vem aqui e pede que eu coma... Difícil. Chegam dando uma de machos, fazem galanteios pensando que eu darei desconto, doce ilusão. Ao chegar ao quarto, transformam-se em caricaturas de donzelas, bandalhos humanos contradizentes com suas respeitosas vidas e famílias, abrindo-se ao suposto exame de toque, e, pior, pedem e pagam para eu não usar luvas nos membros. Faço. Vida dura, membro mole. Uma lembrança do Tião, aquele deus grego do nordeste, levanta o astral, e a coisa sai e entra, até satisfazer o garnisé macho.

 

Dois programas e está garantida a refeição do dia seguinte, a paga do Mascote, meu protetor, o aluguel do muquifo, umas peças de roupas no saldão. Três é luxo, mas eu topo. Topo porque terei que parar em breve. O coquetel a cada dia disfarça menos, desnudando-me aos clientes, levando o boato ao longe, desviando meus honrados pais de família a outras “meninas” melhor disfarçadas.

 

Guardo um dinheirinho para comprar minha fantasia pro ano que vem. O Jorginho prometeu um lugar de destaque, meu último ou único sonho. Depois o nada, o mesmo de onde eu vim, de onde eu vivo, no que eu entendo por viver...

 

 

Marcos Claudino, ciclista noturno, admirador de Marcelino Freire, óbvio... (Agosto de 2006).



Escrito por Marcoscl_SP às 17h26
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   Estou no meio de vós...

         São Paulo, 20 de setembro de 2013.

 

MOSTRE-ME SUA CALÇADA...

 

         Já falei lá no face, mas quero desmembrar mais o assunto. Mostre-me a calçada da frente da sua casa, da sua rua, do seu bairro, cidade, país, e eu efetuarei um diagnóstico sobre o engajamento social, político e cultural das pessoas frequentadoras destes respectivos espaços.

 

         Vivemos protestando. Se não externamente, internamente somos revoltados com a situação de nosso país. Mas parece que esses problemas são causados por outros fatores, outras pessoas, outros povos, e que não fazemos parte desses povos.

 

         Reclamamos da Dilma, comemos um chocolate e jogamos o papel no chão. Reclamamos do Renan, chupamos uma bala e jogamos o papel no chão. Reclamamos do Supremo, fumamos um cigarro e jogamos a bituca no chão... E por aí vai...

 

         Sequer temos capacidade de fazer um mínimo, socialmente falando, para proteger o que é nosso coletivamente. Mas sabemos nos revoltar. No face então, nem se fala... Mostre-me um único país minimamente desenvolvido, com sujeira nas calçadas, com pessoas dirigindo carros mais caros que suas casas...

 

         Nossas diversões são baseadas em programas televisivos vazios, músicas que não poderiam ser chamadas por este nome, cantores fabricados como um novo pacote de absorvente, novelas que, quando resolvem tratar de assuntos relevantes, banalizam de tal maneira a realidade, que viram diversão barata, apenas...

 

         E seguimos nos achando a última e melhor batata frita do pacote, vítima de toda uma sociedade injusta e cruel, esperando dos ares cósmicos a salvação, a queima eterna, ou a salvação na glória...

 

         E quem disse isso? Responda rapidamente: Com que frequência você assiste futebol ou novela? Se passar de duas vezes por semana, seu caso é grave, procure ajuda num livro de Millor, Paulo Freire, Saramago, Marcelino Freire, Sclyar, entre tantos. Assista um bom Roda Viva ou o Jornal da Cultura todos os dias...  Pode haver luz no fim do buraco negro...

 

         Os resultados serão quase que imediatos. Você notará seu padrão de interesses mudar, e com isso poderá influenciar mais e mais às pessoas abduzidas à sua volta, ao menos uma parte delas.

 

         E finalizando, pensar que o passado pode resolver os problemas do presente, política e socialmente falando, pode ser o alçapão que falta para seu enterro social. O novo pode existir, basta procurar no lugar certo, ok?

 

         Abraços!!

 

 

         Marcos Claudino, 44 anos, profissional de Recursos Humanos, assiste futebol mais de duas vezes por semana, está em fase lenta de tratamento (Está lendo Luiz Emanuel Campos), mas tememos que não haja regeneração para caso de tamanha gravidade...



Escrito por Marcoscl_SP às 16h12
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   Para florar os ódios...

        São Paulo, algum dia, d’algum mês e ano.

 

ESCLARECENDO O NINGUÉM

 

        Já que a audiência é quase nula, falo, escrevo, berro, esperneio, pulo e danço, no escuro, pra não acordar ninguém...

 

Bicicletas, Motocicletas e Carros:

 

                1) Bicicletas: Senhor motorista de carro, moto, caminhão, ônibus, carroça, pedalinho, aquamóvel, batmóvel, e demais meios de transporte, venho informar que uma bicicleta, na pista da direita da via, devidamente sinalizada e visível (acessórios de luz e reflexivos), não o está atrapalhando, ao contrário, o está ajudando. Não acredita? Explico: Ela não faz barulho, ocupa pouquíssimo espaço, não polui, e seu ocupante poderia estar dentro de um ônibus, carro, moto, e demais veículos acima citados, auxiliando-o no sagrado dever de entupir diariamente o tráfego veicular mundial. Uma coisa mais importante, quase imperceptível sobre as bikes: você perde aproximadamente 01 (hum) segundo ao espera-la sair de seu caminho. Acredite, isso é verdade, e não de agora que este medíocre escritor utiliza-se algumas vezes por semana deste meio de transporte, bem antes dele, e pela eternidade, enquanto a humanidade durar, amém!!!

 

                2) Motocicletas: Sim, eu me ofendo ao ser chamado de motoqueiro, mas apenas pelo fato de que costumamos generalizar a categoria profissional no mesmo balaio dos motociclistas que apenas deslocam-se ao trabalho e volta por este fantástico veículo. Mas isso não tem a menor importância. O que quero dizer é que uma motocicleta, querido motorista de carro, ônibus, caminhão, bicicletas e demais veículos acima do acima citados, não é sua inimiga. Seu condutor erra, assim como você, mas com menos chance de sobreviver num erro. Ignorar a existência deste veículo é que causa problemas. Retrovisores e setas nos carros são grandes amigos, e salvadores de vidas equilibradas em duas rodas e um motor. Há espaço, raras são as ruas que não permitem o fluxo de motocicletas nos corredores, e o idiota da moto só utiliza este perigoso veículo sabendo dos riscos dos próprios erros, que ele aceita, relutante, mas aceita. O que ele não aceita é ser ignorado, ser esquecido, ser desprezado, no arrojo das manobras veiculares percebidas. Não se trata de chamar este ou aquele de culpado, mas o motociclista tem muito mais a perder, e pode ser levado em conta. E aos esbravejantes inquisidores do corredor, informo que se a motocicleta não os pudesse utilizar, elas ocupariam um lugar a mais do tamanho de um carro, ajudando ainda mais nesse catastrófico trânsito. E que não pensem que tenho alguma coisa contra os motociclistas profissionais. Quando os contrato, só o faço porque sei que ele exagera nas manobras para cumprir a rapidez que eu mesmo quero que ele tenha, senão mandaria pelo correio, certo?

 

        3) Carros: Dá trabalho comprar e mantê-los. Mas ainda dá mais trabalho usá-los. Nos grandes centros, são totalmente inviáveis, mas alternativa confortável em oposição ao péssimo sistema viário e de transporte público. Todos têm o direito de utilizá-los, da forma que bem entenderem. O que seus proprietários não têm o direito é de se sentirem proprietários exclusivos das vias públicas. Dividir o espaço com outros de igual categoria, e outros de diferentes tipos faz parte, deve fazer parte, pelo bem da humanidade. Não há segredo, o caminho fácil já morreu, o trânsito tranquilo após 7 da manhã e antes das 22 horas é lenda questionada, e nada mudará esse quadro. Cabe apenas aos envolvidos entenderem melhor as noções básicas de respeito, dever e direito, meu e do outro.

 

        Aos três tipos de condutores acima relacionados, informo que a calçada e a faixa de pedestres são de exclusividade do pedestre, é sua obrigação dar a prioridade a eles, garantindo a segurança destes estranhos seres diferentes de você.

 

        E, assunto saideiro, Pedestres: Olhem pros lados, atravessem na faixa, na passarela, no farol verde pra você, porque você é o lado mais fraco de todos, e de nada valerá disputar direitos sem uma perna, um braço, ou uma cabeça, ok?

 

        Ficou meio doido, mas essa foi a idéia, livre que sou...

 

 

        Marcos Claudino, 44 anos, profissional de recursos humanos, pedestre, ciclista, motociclista e motorista, tentando me locomover, pra frente, de preferência...



Escrito por Marcoscl_SP às 13h23
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