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Bem Aventurados os Sinceros, pois irão para o Inferno...
Cotia, 16 de junho de 2009. Bem Aventurados os Sinceros, pois irão para o Inferno... Tentei desistir, não consegui. O Borges até me provocou, mas nem assim. E olha que pra agüentar as provocações do Borges, só mesmo com Black-Brahmas demais, em falta na atualidade (o dinheiro, não a bebida). Mas, enfim, não deu, a idéia ficou na cabeça. O texto estava quase pronto, apaguei, refiz, ei-lo: Lá estava ela, cuidando de sua santa mãezinha, cantarolando para alegrar seus frios e pobres dias. Tarefa árdua cumprida com perfeição. Mamãe se foi, o tempo sobrou, e eis que a agora senhora decidiu inscrever-se. E de repente o mundo conheceu, num concurso de novos talentos, uma boa voz, que encantou o mundo. Afora toda a teoria e lenda que rapidamente espalha-se pelos emaranhados virtuais de nossos dias, lá estava ela, encantando multidões com sua, repito, boa voz. Foi para a final, dizem as línguas alheias que, desde antes, desdenhando dos demais finalistas. Perdeu para um grupo de dança, possivelmente muito bom. Repito, muito bom. Desencantou alguns, desiludiu outros, mas já tem contrato assinado para gravar discos, dinheiro, fama, e uma clínica de recuperação de artistas estressados e frescos. Se já sumiu ou se voltará, não importa neste contexto. Uma rápida explicação. Por que boa voz, e não fenomenal voz, sensacional voz, encantadora voz? Porque eu simplesmente acho apenas boa, estou em meu direito... Se a acho talentosa? Sim, claro, o suficiente para viver de seus talentos artísticos. Mas conheço melhores, conheço sim, muitos, posso? Mas devo terminar, porque já os perturbei demais. E quem me conhece já imagina onde mesmo quero chegar. Suzan Boyle encantou multidões, fez a Demmy Moore viajar para assistir à final, teve transmissão ao vivo para milhões de telespectadores no mundo todo por que mesmo? Seria porque canta muito bem? Ou seria porque é feia demais para cantar tão bem? Haveria um único envolvido neste sucesso todo capaz de admitir o fato que a mim e a outros parece tão óbvio? Um dos juízes (valei-me os talentosos com juízes daqueles) teria coragem de não chorar se não encarasse sua feiúra ou, político-corretamente falando, encarasse seu visual pouco convencional? Seria Suzan apenas e tão somente um resgate velado das multidões que continuam deturpando valores em prol da simples beleza exterior? Nem sei. Mas o que sei, e isso vem de mim, é que ela é muito feia, e canta bem. Apenas bem, enquanto não me provar o contrário. Fim, ou apenas o começo... Marcos Claudino, 40 anos, profissional de Recursos Humanos, com medo dos próprios preconceitos, com medo do Inter de Porto Alegre, com saudade de muita gente.
Escrito por Marcoscl_SP às 23h37
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A VERDADE ME SALVARÁ
De muitas verdades que já defendi, de tantas certezas que já tive, de tanta arrogância em achar-me dono de qualquer afirmação absoluta, a única que ainda professo, hoje, beirando aos famigerados e enferrujados 40 anos de idade, é de que sou mesmo um perfeito imbecil, um idiota completo. Sei, sei, muitos dirão que até que enfim acertei uma... E eu agradecerei o elogio, seguirei minha vidinha entediante e, mais à frente, me aposentarei... Pronto, disse, dito está, ou ainda “ditus est”, como diria o analfabeto em latim. Acredito em pessoas. Acredito em exceções. Acredito em minorias, acredito até, vejam vocês, em mim mesmo. Pode isso? Pois já cheguei à desfaçatez de acreditar em alguns políticos. Vejam só que já acreditei em Lula, minha Virgem Nossa Senhora dos idiotas... Saibam que já acreditei em Mercadante, em sindicatos. Já cheguei a acreditar nos Titãs, e eles mandaram uma bela regravação do Roberrrrrto... Pasmem, acreditei até que a Cb 450 que comprei de um respeitável pai de família não fosse estourar o motor em 3 semanas de uso. Dá mesmo pra acreditar num sujeito desses? Pois, mania minha, ninguém me ensinou ou mandou, eu sempre acredito que aquele cara pode fazer bem, que não irá me prejudicar, que não irá me enganar, não irá descumprir sua palavra. Via de regra eu tomo atrás, sem lubrificante, de preferência com areia ou pedras. Vejam vocês que há poucas semanas cheguei a comentar com um colega de trabalho que o Gabeira, embora pouco produtivo ou sem poder de convencimento popular, era um dos poucos políticos que eu tinha certeza que não agia de forma irresponsável... Poucos dias depois assisto incrédulo à sua entrevista de pedido de desculpas pelas passagens usadas de maneira irregular. É isso, amigo (se chegou até aqui é porque é amigo mesmo), pensam que eu parei? Nem adianta tentar me convencer, já aviso. Daqui a pouquinho vou defender mais alguém... Irremediavelmente eu caio em minha própria pegadinha e mando um belo e sonoro “Taí, esse cara é legal...”. Um que está disputando posição em meus inúteis elogios é esse tal gordinho do Corinthians. Fico imaginando-o voando baixo no ano que vem, com a camisa alvi-negra, disputando e carregando a Taça Libertadores de 2010... Ok, aguardarei você recuperar o fôlego após o ataque de riso. Pronto, obrigado. E quando os fatos convencerem-me de que errei de novo, soltarei o mais brasileiro dos subterfúgios: “Pois é, foi Deus quem quis assim”... Sou brasileiro... Marcos Claudino, 39 anos, profissional de Recursos Humanos, sente saudades de quando tinha tempo para se dedicar mais a si mesmo e aos amigos, mas avisa que ainda não desistiu...
Escrito por Marcoscl_SP às 01h11
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BLASFEMAR É PRECISO
Cotia, 11 de março de 2009. BLASFEMAR É PRECISO Não conheço uma única religião (principalmente ocidental) que não necessite de milagres. Há que se observar que ao termo milagre, devemos entender um evento sobrenatural, inexplicável, fora dos padrões do senso comum. Não conheço uma única religião (principalmente ocidental) que não tenha em seus líderes pessoas de alto padrão de conforto físico, rodeado por crentes que orgulham-se em servir ao grande líder. Mas, afinal, pus-me a pensar agora a pouco, no banho, de qual fenômeno sobrenatural precisamos para fortalecer nosso íntimo com a presença de um Ente feito de amor perfeito, inimaginável ao ser humano mais evoluído, início e fim de tudo? Porque um conceito que não consigo aceitar é de que tudo veio do nada, e para o nada irá... Partindo de leis simples da metafísica, podemos aceitar por esta primeira afirmação, que tudo veio do tudo, e para o tudo irá... Porque é neste milagre que eu acredito. No milagre inicial. Neste de Alguém que, com um gesto, deu o ânimo (ou a alma) a tudo, permitindo sua existência e evolução. Ou não seríamos nós pura e exclusivamente milagres? Ou não seria tudo o que existe, o primeiro átomo, a última matéria sintetizada, a ameba rudimentar e o cérebro humano, apenas e tão-somente milagres? O que quero realmente dizer é que eu não me importo se Cristo nasceu de uma mãe virgem, se foi loiro de olhos azuis, se era alto e bonito, ou se fez de dois peixes e quatro pães alimento de milhares de ignorantes famintos naquela tarde quente na Palestina. O que me importa mesmo é que ele viveu e morreu por um ideal de amor verdadeiro, puro e simples, tão simples que ainda não entendemos quase nada do que ele disse (ainda muito mal traduzido). Porque a mim interessa que ele também foi milagre. Milagre do exemplo concreto de amor ao próximo. E não adiantam-me teólogos explicando os porquês, porque o pouco que meu rudimentar cérebro permite entender é simplesmente que ele foi um milagre maior, no meio daquele monte de milagres inferiores, caçoando dele... Pronto, o que eu queria mesmo dizer é que e não sou ateu, não creio no meu futuro no nada, após esta breve passagem, não creio na minha origem do acaso, sem a influência de um único verbo (mesmo que seja por medo), e não tolero religiões (mas pode ser por puro orgulho mesmo). Uma antiga colega de trabalho mantinha um descanso de tela em seu computador onde se lia uma frase de Einstein: “Não posso acreditar num Deus que insiste em ser louvado o tempo todo”. Concordo com ele, até porque é Einstein, não é mesmo? Ah, sim, quanto às minhas práticas religiosas, se um dia elas vieram a florescer em mim, virão simplesmente de dar um bom exemplo à minha volta, meus colegas de trabalho, meus amigos, ensinar corretamente meus filhos, dar um bom sorriso sincero à minha esposa pela manhã, um beijo e abraço gostoso na minha mamãe quando a vir, dizer a meus irmãos que sinto a falta deles, me acabar de acariciar meus lindos sobrinhos e afilhados... Enfim, apenas retribuir ao mundo esse maravilhoso milagre que pra mim é viver... E se eu vou pro inferno por ter escrito isso, terá sido por um bom motivo. Pela maior irritação que esses meus quase quarenta anos de idade fizeram-me aprender, que é uma pessoa tentando forçar (mesmo que com a mais tenra doçura na voz) outra pessoa a seguir a sua religião. Marcos Claudino, 39 anos, profissional de Recursos Humanos, feliz por cada segundo captado pelo milagre da própria existência, graças a Deus...
Escrito por Marcoscl_SP às 00h22
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ENQUANTO HOUVER CÉU
ENQUANTO HOUVER CÉU Passamos boa parte de nosso precioso e raro tempo procurando dar sentidos à nossa existência e, à medida em que achamos que mais nos aproximamos deles, é neste momento que estamos mais longe. E acredito que nos afastamos deste sentido justamente porque complicamos. Num documentário que assisti na TV Cultura este final de semana (já pela segunda vez), mais uma vez me emocionei. Doutores da Alegria traduz o quanto nós, que nos achamos poderosos e cultos, frutos da própria evolução da espécie humana, não passamos de cocô de cabrito. Cocô de cabrito sequer consegue ser merda, não fede, e pouco incomoda. Há quem pense que não é bosta... Pois isso somos nós... Ou melhor, para não ofende-lo (a), sou eu mesmo... O filme não mostra aleatoriamente as palhaçadas e brincadeiras que esses anjos fazem para serem pagos simplesmente com um sorriso despretensioso, quando são possíveis, fisicamente falando, dado o momento de suas platéias. Vai muito além disso, pois consegue mostrar a grandeza do simples, do descomplicado. A mensagem que fica é que, já que eu não posso acabar com seu sofrimento, já que eu não sei porque você sofre, já que eu não sei porque o mundo é assim, e não assado ou frito, ao invés de me revoltar, filosofar com uma cerveja na mão, culpar os políticos, eu simplesmente brinco. E brinco da maneira mais linda que poderiam imaginar. Brinco comigo mesmo, brinco com as minhas imperfeições, brinco com o quão ridículo eu mesmo sou, e ainda realço este ridículo ao ponto mais alto, já que a recompensa se dá de imediato, fulminante. Pois não pensem que eu não senti, pela tela da televisão, aquela gargalhada do menininho careca, com uma das mãos enfaixadas, com a bolinha vermelha que insistia em sair da boca daquele palhaço tão ridículo, e tão lindo... E se eu senti, da frieza de minha tela, imaginem eles, aqueles anjos. Pois é, hoje estou doce, e ao mesmo tempo amargo. Porque sei que se existe um céu, se existe um Deus, e se existe o Amor, essas pessoas já os encontraram desde sempre. E eu, ah, coitado, estou bem distante disso, preocupado em trabalhar e escrever, de vez em nunca... Abraços a todos, saudades demais... Marcos Claudino, profissional de Recursos Humanos, endoidando, mas ainda tentando sentir com o coração...
Escrito por Marcoscl_SP às 01h44
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GOD SAVE THE HEROES
Desde cedo aprendemos a esperar de alguém nossa própria salvação. Nossos pais, geralmente, são os nossos primeiros heróis. Um irmão mais velho também faz muito bem as vezes de herói. Um tio, um avô, mais tarde um professor. Depois um jogador do nosso time do coração. Isso sem falar naqueles que até sabemos que não existem, mas insistimos em imita-los. Desde o Ultraman até as Tartarugas Ninja, Meninas Superpoderosas, Johny Bravo, Dexter, entre tantos. Vai muito da cabeça da criança, e muitas vezes do adulto.
Então chega uma fase em que precisamos nos desvencilhar desses heróis, pois dependemos exclusivamente de nós mesmos. He-Man não poderá nos ajudar a vencer aquela fatídica primeira prova de matemática, contendo o famigerado teorema de Pitágoras. Hong Kong Fu não tem a menos condição de nos livrar do fantasma do vestibular. Mike Thor não seria capaz de apresentar a linda garotinha da sétima série, que possivelmente nem saiba que você existe.
E assim, aos trancos e barrancos, vamos nos transformando, crescendo, tomando nossos rumos, desbancando nossos heróis, um a um. Conquistando ou perdendo território, nos tornamos o que somos, para o bem ou para o mal.
Engano. Puro engano. Continuamos acreditando em heróis. Um dos heróis mais requisitados atualmente é o político. Isso mesmo, você não leu errado. O político, xingado e desacreditado, é nosso herói de hoje. Pois tudo que está errado depende dele. Desde a pirataria até os altos índices de violência, a atual (pra não dizer anual) epidemia de dengue, o desabamento da igreja, a crise financeira mundial.
Pra que fazer, se temos os políticos para resolver todos os nossos problemas? Ao menos, se é pra continuar como está, podemos encontrar um desses bons heróis para colocar a culpa. Podemos (acho até que devemos) esquecer que fomos nós que os elegemos. E na pior das circunstâncias, se dissermos que não tínhamos opções, sequer anular nosso voto conseguimos, pois lembramos do amigo do vizinho do cunhado, que pode nos arrumar uma "boquinha" na câmara dos vereadores. Podemos também esquecer dos CD´s e DVD´s piratas que compramos, pois, como produtos de extrema necessidade que são, devem ser adquiridos a qualquer preço, isso quando a Guarda Metropolitana não estraga nossa compra. Mas isso é culpa dos políticos, que não dão emprego a todos.
Pronto, nosso herói é a salvação da nossa consciência, nosso travesseiro leve ao final do dia, macio e confortável.
E ao final de nossos dias, a partir de ontem, podemos realmente dormir tranqüilos, pois Barak Russain Obama assumiu, e acabará com a miséria mundial, assim não nos atrasaremos no trânsito dando esmolas às crianças descalças, e, possivelmente, conseguiremos ter até ter tempo de, sem querer, escolher nosso herói no BBB-2009.
Viva!!
Boa sorte a todos nós, e vida longa aos nossos heróis.
Marcos Claudino, cansado.
Escrito por Marcoscl_SP às 16h00
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Feliz Ano de Novo...
Até agora são mais de 300. O que me preocupa é que quem fornece os dados são as autoridades que estão promovendo o próprio número. Não sei se posso confiar. Israel, Estados Unidos, Iraque, Faixa de Gaza, Paquistão, Brasil, Paraguai, África...
Sei que é sacanagem, nessa época, quando o que mais queremos é que nada de mal nos perturbe, que venho eu tocar nesses assuntos.
Quem começou eu não sei. Só sei que políticos entraram e saíram do processo, mas o processo nunca saiu. Este poderoso apóia este lado, aquele outro poderoso apóia aquele outro lado, e o mundo só lamenta, sem nada fazer, fazer o que?
Estamos terminando mais um ano. O dia primeiro do próximo ano terá aproximadamente 24 horas, exatamente como os demais 364 restantes. Com exceção do feriado ocidental, as coisas caminharão como dantes, ou não.
Alguns que cumprimentamos no último ano não mais estarão conosco, outros novos integrantes farão parte da nossa alegria disfarçada, e no próximo dia útil estaremos de volta, trabalhando já pensando no carnaval.
Não quero ser tão negativo, mas sou, o que fazer? Estou, não sou, corrijo.
E as guerras inventadas pelos políticos continuarão matando as pessoas erradas, se é que há pessoas certas a serem mortas. Guerras com armas, com picaretas, ou sem comida, a mais cruel, enquanto apenas paqueramos o celular de penúltima geração na vitrine enfeitada...
Temos mesmo muito o que aprender para termos nosso Feliz Ano Novo, mas eu o desejo a você, com toda a sinceridade...
Marcos
Escrito por Marcoscl_SP às 11h46
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CAUSAS E EFEITOS
Prato cheio para a feroz crítica de engomadinhos deste ou daquele lado, os jornais ditos alternativos ainda ajudam muita gente a fugir, a desenvolver uma visão menos industrializada sobre os assuntos mil. Não que estejam certos em suas conclusões ou desenvolvimento de temas, mas o simples fato de tomarem para si um assunto dito "popular", e analisa-lo de uma maneira diferente, já dá uma mecânica diferenciada à recepção destes temas.
Toda esta enrolação inicial foi só para justificar-me, nessa minha mania besta de ir contra a tendência. Quer fazer-me torcer o nariz? Diga-me que está na moda. Fazer o que, um ranzinza convicto, sentido-se cada dia mais só, mas fiel, principalmente à sua própria loucura. Mas, vamos aos fatos, que eles, infelizmente, existem.
Matéria de capa: Marcelo da Silva, ex-marido da atriz Suzana Vieira, encontrado morto dentro de seu carro, vítima de overdose de cocaína. Pronto. Eis um furacão a ser adentrado. Surgem nos próximos dias especialistas comportamentais, fofoqueiros profissionais, jornalistas sérios, quadros especiais nos dominicais (que a cada dia se imitam mais), e teremos durante semanas o assunto visto de todos os ângulos, o que, diga-se de passagem, seria, a princípio, benéfico.
E por que eu disse "seria"? Simples. Porque ao que parece, esqueceram o principal. A matéria de Norma Couri, de 16/12/2008, no informativo Observatório da Imprensa traz uma forma de raciocínio que eu, desta vez, concordo plenamente. Preconceito. Pura e simplesmente preconceito.
Tirando o exclusivo fato da morte por overdose, temos alguns "temperos" nas entrelinhas, que tornam a venda das revistas e a audiência ainda mais satisfeitas. O envolvimento do rapaz com as drogas é um dos fatos, apenas. Aliemos a isso uma declaração da "amiga do louro José", dias antes, ao vivo para todo o território nacional. Ficou quente, não? Pois temos mais tempero. O comportamento pouco ortodoxo do rapaz, suas escapadelas ocasionais, escândalos de prostitutas, menores de idade, e a amante atual avisando a "oficial" do envolvimento, violência, ciúmes, pés nas bundas específicas. Pronto, temos aí uma perfeita panela de pressão que despejará seus dejetos bem cozidos, prontos ao consumo.
E você dirá, se conseguir chegar até aqui (o que eu sinceramente agradeço), cadê o preconceito? Pois é, mas o fato não explícito, implícito nos verbos declarados está aí mesmo, precisamos procurar com a lupa. Com todas as formas delineadas nas declarações, preocupadas em não ferir este ou aquele, nem perder sua bem trabalhada reputação (podem tirar o "re"), e encontraremos o que realmente passam, dentro do escrito, nas idéias: "Onde já se viu uma senhora de 66 anos de idade casar-se com um rapaz tantos anos mais moço"?
Alguém notou? Fomos só eu e a Norma que achamos isso? Estaríamos eu e a Norma bitolados em nossa busca constante pela desmoralização da grande mídia? Pode ser isso e muitos outros motivos, confesso, despreocupado que sou da opinião alheia...
Mas foi o que eu pensei. Foi o que eu percebi. Foi a bola da vez para a alimentação da minha não-credulidade nos meios de comunicação. Queiram ou não, não podemos culpar a imprensa como a formadora das opiniões que tanto prejudicam nossos dias. A falta de senso crítico não vem da imprensa. Vem de outros fatores, como a falta de cuidado com a nossa formação cultural, pouco interessante a qualquer detentor de poder.
Perceberam que a linha era a mesma na época do escandaloso envolvimento do galã Gianechini com a feia e velha Marília Gabriela? Só poderia terminar mesmo, eles não combinavam, era um desperdício, ela devia pagar para ele, etc, etc, etc... E coisas bem piores, muito perto dos meus cansados ouvidos, à época.
Quando o velho arranja uma nova namorada, dentro ou fora do casamento, ostentando-a como à cabeça de um feroz rinoceronte pego a unha no último safári, mesmo que a troque mês a mês, pode até ser uma pouca vergonha, mas é uma pouca vergonha aceita. Estaria eu inventando?
E ao final dessa minha odisséia mirabolante, o que tenho para encerrar é apenas meu pesar. Meu pesar porque o preconceito que tanto abomino, o preconceito não declarado, sentido apenas, não falado diretamente, ainda tem grande força em nossas casas, entrando pela TV, pelo jornal, pela revista, pelo gibi, e muito pouco delimitado pelos reais interessados.
Parabéns à Norma Couri. Embora meus parabéns não proporcionem uma mínima recompensa pelo bem que a matéria pode fazer a todos, desde que interessados, e aí é que está o problema.
Link da matéria: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=516FDS003
Um abraço, e boa sorte a todos nós.
Escrito por Marcoscl_SP às 10h01
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Tudo, tudo, tudo vai dar pé...
O ministro Gil já se foi, cuidar da vida, dos shows, dos filhos e netos, mas o lema ficou. Podemos mesmo levantar mais dispostos, porque hoje deve estar melhor que ontem, que era melhor que anteontem. Por que? Bem, há sempre bons motivos para animar nossa labuta diária.
Moradores ou transeuntes paulistanos, alegrai-vos. Muita gente, desde que se conhece por gente, convive com o rodízio veicular. Inicialmente visando a diminuição da emissão de poluentes, hoje, mais de uma década de seu surgimento, funciona mais como um redutor do tráfego veicular, o novo câncer social do século. Lógico que, depois de uma lei vigorar, ajustes são efetivados, com base em propostas e motivos avaliados com a maior justiça possível. E assim, desde 1998, decidiu-se pela liberação dos médicos da obediência ao rodízio. Creio que pouco necessitaria explicação, mas, se é pra haver exceções, que os profissionais da vida a usufruam, com nosso aval.
Agora transita em fase final de aprovação em nossa Câmara Municipal o projeto de liberação da obediência ao rodízio veicular pelos advogados. Primeiramente seria mais justo separarmos da efetiva iniciativa, a rejeição social à profissão, meio que natural da parte de todos, menos dos próprios, lógico. E as defesas e ataques existem, aumentam, esquentam, e ebulem, à revelia. Mas já que estamos aqui para opinar, cabe ao proprietário deste pedaço de espaço virtual emitir a sua ótica. Minha ótica é: não uso óculos, não tenho ótica... rsrsrs... Não percam o lançamento do blog: piadas sem graça do MC...
Enfim, voltemos. Há casos e há casos. Estaríamos mesmo necessitando da liberação de mais uma categoria profissional, ou precisaríamos de um órgão competente e mais justo de análise dos recursos de autuações? Porque hoje sabemos que, não importa o motivo, pouquíssimos são os casos de deferimento de um recurso de multa. Seria porque o número de funcionários neste setor é deficitário? Seria porque esses mesmos poucos não têm competência para tal avaliação? Não sabemos exatamente, mas temo a liberação de qualquer uma, inclusive dos médicos, porque daqui a pouco, eu e você, com alguma representatividade, elegeremos nossos motivos como liberadores, e em pouco tempo a lei será aplicada apenas aos poucos excluídos, como na maioria das vezes acaba mesmo acontecendo. E como o pobre dificilmente tem carro, o rodízio veicular acabará por transformar-se numa lei em funcionamento sem qualquer efeito prático. Recursos às exceções, corretamente analisados, balizados em regras específicas, justas, decentes. Seria possível? Serei voto vencido, já sei. Porque os vereadores agradarão aos que interessa no momento, visto os mesmos não se preocuparem, cobrindo a placa dos próprios veículos com um brasão que gera muito respeito e distração das câmeras de fiscalização.
Falando em vereadores, mais um bom motivo para o dia nascer feliz. Aumenta de 51 para 58 mil o número de vereadores no Brasil. A partir da próxima eleição, estaremos dando emprego, salário e mordomia a mais de 6 mil representantes. Está em fase final de aprovação no senado, devendo ainda depois ser sancionada pelo presidente Molusco, a Lula Falante. E isso me deixa feliz. A você não? Ora, amigo, mais pessoas interessadas em defende-lo, representa-lo, brigar pelos seus direitos, morrer por você, se preciso for. Nem que seja de tanto rir... Mas, enfim, sempre podemos fazer alguma coisa, desde que nos interessemos realmente pelas coisas.
E de que adiantaria ficar aqui tomando seu tempo pensando nessas coisas sem sentido, se o importante mesmo é que agora o Ronaldo é da Fiel? E quantas tristezas seriam necessárias para fazer-me esquecer a morte do Marcelo da Silva, ex-marido da Suzana, a loira gorda-magra-gorda-de-novo? As drogas, a pedofilia, as traições e a dor da globete não me abandonam facilmente.
Apenas num momento, um raro momento, um daqueles mais raros que a passagem do cometa, ver um sapato voar em direção ao homem mais foderoso do mundo, faz-me pensar que no fundo no fundo somos apenas isso. Um alvo para o próximo sapato, quiçá certeiro, com a única finalidade de lembrar-nos de que somos apenas humanos, que comem, cagam, transam, erram, amam e odeiam, indistintamente.
Marcos Claudino, 39 anos, ficando velho e acabado, mas desencanado...
Escrito por Marcoscl_SP às 09h24
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O QUE OS ANALISTAS-ESPECIALISTAS NUNCA SOUBERAM
Não sejamos simplistas. Não tão simplistas. Quando um governo, seja ele de onde for, providencia um aporte financeiro a uma instituição privada, em meio a uma crise, ele não está preocupado em manter o padrão de vida dos proprietários dessa instituição. Assim devemos entender, para não ficarmos loucos. Claro que, entre os demais resultados esperados, a manutenção de poder e influência desta ou daquela pessoa é uma conseqüência.
Mas não devemos esquecer que essa pessoa física, representante e mandatária de uma poderosíssima pessoa jurídica, detém sob seu comando outras pessoas físicas, que dependem diretamente da saúde financeira desta citada pessoa jurídica. E não só eles, mas todas as empresas que giram em torno do consumo desta grande empresa dependem de sua existência. Assim, podemos entender que uma quebra deste porte possa significar até mesmo um caos social.
Procuro entender desta forma para minimizar minha indignação. Os números são todos absurdos. Ajudas que ultrapassam a casa dos trilhões de dólares, por conta da crise, essa crise que os mesmo analistas especialistas nunca conseguiram prever, e que se recusam a assumir sua volumosa parcela de culpa. Essa crise que esses mesmos analistas especialistas garantem que ultrapassará o próximo ano com seqüelas sentidas, principalmente pelas camadas mais pobres do globo terrestre, a minoria opinativa, a maioria na força de trabalho, e a que, salvo engano, garante todo o giro de consumo que sustenta os gigantes acima citados.
E o circo está longe de terminar o espetáculo de horror. O Brasil vangloria-se do pouco impacto sentido até o momento. Lula comemora os 70% de aprovação popular, garantindo que elege seu sucessor, para o mal disfarçado desespero e amargo desdém da oposição mais idiota que me lembro ter visto. Sem interpretações, por favor.
O que eu entendo é que comprar um carro em mais de 36 vezes, se é que já não é o bastante, pode ser muito, mas muito arriscado mesmo. O que entendo é que comprar uma casa em mais de 15 anos é arriscado, embora bem mais compreensível. O que entendo é que comprar móveis ou roupas, televisões de plasma, computadores de última geração (até amanhã), em mais de um ano para pagar é arriscado.
Se eu fosse um economista (Deus me livre e guarde), eu recomendaria a eliminação de todas as compras à prazo, o mais rápido possível. Não que o Lula esteja errado, nem certo, mas porque nosso país grita liberdade e independência financeira sem medir as conseqüências da ativa participação na odiada Globalização. E esse discurso é, ao menos na minha pouco declarada ignorância, uma antítese.
E antes que eu me esqueça, precisamos urgentemente desvincular a figura monetária como única fonte de felicidade pessoal, a meu ver, a mais perigosa das ilusões nesses nossos tempos baratos, com enorme prazo para pagar, e diminuto prazo de validade.
Abraços.
Marcos Claudino, 39 anos, vendo o mundo pelo Google Earth, em 3D, esperando a tempestade com uma latinha gelada na mão e o violão ao lado.
Escrito por Marcoscl_SP às 11h14
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As Tragédias Rentáveis e as Não-Rentáveis
Sim, sou velho. Lembro-me da década de 80. O então Governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, aparecia em todas as emissoras de televisão, informando os números e providências tomadas na catástrofe causada pela enchente que dizimou o Estado, em proporções muito parecidas com as que vemos nestes tristes dias. A região é vítima de enchentes regularmente, e, vez por outra, acabam passando das proporções esperadas.
Impossível não se sensibilizar, a situação tira-nos de nossos mundinhos egocêntricos, ao menos por uns momentos. Crescem as campanhas. Medicamentos, alimentos, roupas, dinheiro, o que for possível, para a promoção pessoal do organizador, para a audiência crescer, ou por puro altruísmo, não é impossível, mas todos com o resultado prático do assistencialismo necessário. Não condeno nenhum.
Mesmo com o envio dos âncoras Bonner, Datena, Roberto Cabrini, Ana Maria Braga, na estúpida briga pela audiência, que não é esquecida nem nestes momentos, sensibilizam sim, e fazem-nos até esquecer que a miséria está bem aqui ao nosso lado, na nossa rua, no nosso bairro, e sempre esteve, sem sequer uma enchente.
Por que será que não existe uma campanha permanente, toda essa sensibilização em relação a tanta miséria que temos e convivemos tão de perto, desde sempre? Será que não é interessante, será que não há retorno financeiro para a televisão?
Naquele farol, todos os dias, aquela criança já é quase um adolescente, e só deixou de comparecer ao seu “local de trabalho” quando tirou alguns dias de férias na Febem. Não compensa fazer uma campanha para isso? Não compensa levantar uma campanha para acabar com a miséria nordestina, bem administrada pelos ainda coronéis? Será que a escravidão indireta dos senhores das lavouras, que paga o trabalho, mas cobra o alimento e a estadia do lavrador e sua família não sensibiliza a ponto de se criar uma campanha?
É isso que me irrita. Claro que um acontecimento catastrófico desses deve ser salientado e auxiliado, com os meios possíveis e impossíveis, assim como todos os outros temas que assolam nosso país.
Mas, fazer-se o que? O BNDES tem dinheiro para emprestar aos nossos irmãos latino-americanos, que resolveram entrar na onda do calote (chegam a mais de 3 bilhões de dólares). E se eu entendo bem, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico-Social, como o nome me faz pensar, não estaria fazendo um investimento muito mais rentável se financiasse a eliminação da miséria em nossas próprias terras, antes de proporcionar ajudas aos nossos vizinhos?
Ou isso ou estou doido, o que não seria nenhuma novidade...
Marcos Claudino, 39 anos, rabugento e embusteiro.
Escrito por Marcoscl_SP às 10h53
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Só um Recadinho
Só vim aqui rapidinho pra dizer que amo minha vida.
Só vim aqui pra dizer que acredito em Deus. Acredito, mas sou hipócrita. Acredito apenas para agradecer, sou orgulhoso demais para pedir.
Só vim aqui pra dizer que as coisas que agradeço não são materiais, não O coloco no meio disso.
Só vim aqui pra dizer que amo minha família e meus amigos.
Só vim aqui pra dizer que há 365 dias atrás eu dizia sim, perante meus familiares, amigos e Deus, à mulher das minhas vidas.
Só vim aqui pra dizer que não sei se esse mundo é totalmente bom, mas ele ficou muito melhor desde que Glaucia Ferreira Claudino chegou à minha vida.
Marcos Claudino
Escrito por Marcoscl_SP às 15h53
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A Imprensa Nossa de Cada Dia
Sabe o que é, cansei um pouco. Em meio às idéias de coletar material destes míseros 15 anos em que decidi registrar impressões, organizar, revisar e, quem sabe um dia, publicar e vender, o dia a dia tem-me cansado deveras...
E peço desculpas por isso. Sei que ainda há os amigos que esperam meu rojão de abobrinhas, mas confesso que pouco mudou, e deixo claro que nem tenho mínimas pretensões de ser algum dia, responsável por qualquer mudança.
Bom, vamos aos fatos, sob protestos deste medíocre que fala através destas teclas:
Demorou, mas o Fantástico, com incrível exclusividade, entrevistou a amiga da Santa Eloá, Santa Nayara, diga-se de passagem, exibindo um penteado digno das atrizes da novela das oito. E lá a menina de quinze anos desfilou todo o seu achismo técnico, amparado por um bom advogado de fundo, de olho nos honorários da recompensa que possivelmente conseguirão do poder público. Não discutirei os termos técnicos ocasionais desse triste episódio, sequer os aspectos psicológicos das vítimas e do meliante, devidamente trancafiado (já deve ter desinchado). Tudo isso já foi bastante explorado pelas ondas televisivas nacionais e até internacionais, embora o Datena e amigos ainda precisem bastante dessa ponta de audiência. O que quero falar é que embora minha rinite não permita com precisão, o cheiro de toda esta podridão que é a imprensa, que tem direito de entrevistar o garoto durante o seqüestro, eu disse durante, e sair como a salvadora dos fatos, como a detentora de toda a moral, ética e bons costumes que nos restam.
Falando em podridão, vejamos o Massa, a fórmula 1, o milionário circo dos carros e mulheres inatingíveis por nós mortais (não que eu queira, ok?). Nada aconteceu na verdade de emocionante, de verdade. Vejamos tecnicamente: No início da chuva, todos foram para os boxes, desde o líder, até o décimo colocado. Com exceção do execrado e inocente Glock, que resolveu arriscar ir até o fim sem a troca. Ele, que estava em sétimo lugar, e só passou a quarto porque não parou para a troca. Resultado, os outros voltaram melhores, Vettel passou Hamilton naturalmente, porque este não arriscaria nada absolutamente para garantir seu intuito. Coincidentemente, quase na última curva, Hamilton tranqüilamente passa o jovem e promissor alemão. Mas não só ele, os outros também, caindo corretamente este para a oitava colocação final, mostrando que sua tentativa não funcionou. Ponto. Eu e você não sabíamos de nada disso, simplesmente porque não queriam que soubéssemos. Galvão é pago para transmitir emoções, e não técnica e sobriedade. Embora as emoções que ele me transmita não possam ser traduzidas neste horário, todos acreditavam que Massa fora injustiçado, fazendo inclusive com que um seleto grupo de privilegiados espectadores cercassem os boxes da Toyota para chamar o coitado de mercenário. Não que ele não possa ser, mas não por isso. Eis mais uma da nossa digna imprensa.
E terminamos com o eleito Obama. Fora que comercialmente hoje seja mais vantajoso que o homem que vai comandar os poderosos Estados Unidos e, conseqüentemente o Brasil, seja ele, o primeiro negro, o parente direto de africanos, o havaiano quase pobre, etc, etc, etc. Mas, sabe no que eu pensei? Pensei simplesmente que no dos outros é mais gostoso. Explico. Idéias de novidades, de tentativas e riscos são muito interessantes lá, não aqui. Primeiramente explico o porque do termo “eleito”. Independentemente das falcatruas ou na simples demora na apuração por lá, a imprensa daqui já o elegeu de longa data. Nem a corna mais linda do mundo, Hillary, resistiu ao charme do senador. E quero, tanto para este item como para o anterior, registrar minha não-concordância com o termo “primeiro negro”, tanto para Hamilton, quanto para Barak. Porque, ao menos no meu ponto de vista, se ainda tocamos no assunto é porque ainda faz diferença. E se faz diferença, eu não concordo e não participo. Ponto.
É isso, pessoas. Nem sei quando virá meu próximo texto, mas posso apostar que ele terá assuntos diferentes, com idéias bastante parecidas, infelizmente.
E viva Marilson!! Campeão de Nova York, brasileiro sim senhor...
E viva Maradona, técnico da Argentina!! Não sei em que droga isso tudo vai terminar... Desculpem, não resisti...
Marcos Claudino, 39 anos, louco pra mudar de assunto...
Escrito por Marcoscl_SP às 15h45
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Resposta a um Spam
Tratava-se de um e-mail recebido de uma querida amiga, supostamente escrito por um certo senhor Jabor. Vocês já devem ter lido, senão, não perderam nada. Os velhos jargões que o brasileiro é desonesto, ri da própria desgraça, que tem o mais desonesto governo da história, que é vagabundo, e outros adjetivos da mesma estirpe.
Então fiz minha resposta à amiga, e compartilho com vocês:
"Supondo que o Jabor dissesse isso, o que acho difícil (ele não é tão burro de citar o Simão), eu concordaria com muita coisa, a maioria, mas teriam ressalvas:
Indiretamente o que se lê nesta mensagem é: "bom mesmo era no tempo do FHC"... O que discordo totalmente. Temos basicamente dois BANDOS politicos dominando nosso país: o PT e seus pequenos, e o PSDB e seus pequenos. A briga é a mesma. Os métodos são os mesmos. Os resultados são os mesmos. E a culpa, corretamente dito, é nossa mesmo, porque somos exatamente iguais a eles, somos fruto deles, somos os criadores deles.
Vai melhorar? Tenho sérias dúvidas. Quem pode mudar já não somos nós, mas as próximas gerações. E estamos fazendo nossa parte? Estamos passando valores decentes aos nossos pequenos? Acho que não.
Meninos de cinco anos de idade brincam de Tropa de Elite na escola, com o mesmo palavreado, porque assistiram com os pais o filme.
Meninas de três anos apresentam programas de TV (por 20 mil ao mês), ou pior, vestem-se e dançam funk como a Melancia, a Morango, a Jaca, e as demais frutas. Aos onze engravidam (do primeiro filho), e aos vinte e cinco morrem espancadas por seus companheiros (os mesmos que assistiram o Tropa de Elite no passado).
Minha sugestão? Ser utópico e acreditar num quase impossível futuro, onde nossos governantes, graças aos nossos ensinamentos, tenham a simples e pura vergonha na cara. Ou então, a segunda opção: faça parte do bolo, do circo, e tire proveito também. Ou ainda uma terceira e última opção: Fuja, suma daqui, e vá viver na Noruega, se agüentar..."
Mc
Escrito por Marcoscl_SP às 13h10
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O Dinheiro do Futuro
No princípio era o verbo. Do verbo veio a luz, da luz veio o homem, e aí as coisas escureceram um pouco.
Aquele macaquinho resolveu as coisas rapidamente, e criou formas de sobreviver. Sobrevivência garantida, era hora de economizar, para os tempos difíceis, para as grandes nevascas, para as grandes secas, para os terremotos, maremotos, dilúvios e catástrofes.
Com as sobras das reservas, veio o lastro. O ouro, a prata, os diamantes de um país passaram a ter sua representatividade cunhada em moedas, que, a princípio, adquiriam os bens.
Pronto, o mundo dito civilizado movia-se como um relógio. Ter bens significava ter moedas, que compravam ou davam a impressão que compravam tudo e todos.
Até que um dia um sujeito resolveu padronizar as cotações dos bens, dividindo as empresas em ações, que poderiam ser divididas entre os sócios (acionistas). De acordo com a quantidade de ações que alguém detinha em seu poder, maior ou menor força tinham suas decisões nos rumos desta empresa.
Veio então o filho desse sujeito e descobriu que poderia dividir ainda mais a quantidade dessas ações, disponibilizando-as ao público interessado em adquiri-las. Com este aporte de capital, estas mesmas empresas cresceram, tomando proporções de alcance mundial, fazendo com que os detentores destas ações aumentasse muito seu patrimônio.
E então veio o futuro. Sim, o futuro passou a determinar o valor dessas ações no presente. Sim, porque o passado não tinha a menor importância, não determinava nada, e história não tem nada a ver com isso. A partir daí, qualquer rumor futuro, qualquer fofoca corporativa, qualquer fator que trouxesse uma expectativa negativa ou positiva do futuro desta empresa determinava se suas ações, no presente, valessem mais ou menos.
Era uma vez um país. Um país que praticamente inventou todo este conceito. Este país adquiriu, através da história, um porte e importância gigantesca no âmbito da economia mundial. Passou a vender e comprar de tudo e todos, tendo inclusive sua moeda como referência econômica mundial. Tudo ia bem, até que o setor imobiliário deste país resolveu diferenciar suas estratégias de vendas, abrindo prazos e condições jamais vistas ao consumidor. As vendas multiplicavam-se a ritmos alucinantes, gerando valorização das ações das respectivas empresas do setor imobiliário.
Acontece que uma crise chegou, não inicialmente do setor imobiliário, mas de outros setores econômicos desse país, como indústria e comércio. E os níveis de inadimplência do setor imobiliário sentiram-se de imediato. Resultado: As ações destas empresas começaram a baixar repentinamente. E quem é que bancava todo o investimento do setor? Justamente como aqui, as instituições financeiras. Não seria difícil prever que a quebra de uma única destas instituições acionaria um alarme que, tardiamente, indicaria ao mundo um desequilíbrio econômico de gigantescas proporções. Ruína à vista.
Mas veio o Congresso deste país e resolveu intervir, temendo as conseqüências deste desarme de capital imediato. Grana, simplesmente grana viva, no presente, de imediato, esta era a solução.
E aqui paramos nossa narrativa, pois o resto da história ainda será contado, por mim ou por qualquer sobrevivente da montanha russa financeira que o mundo capitalista embrenhou-se, sem perspectiva de saída, ao menos sem causar muito estrago.
Porque, não sei se já percebemos, mas o nosso futuro próximo depende de dinheiro inexistente. Esse dinheiro inexistente nada mais é do que a expectativa dele existir em maior ou menor quantidade.
Ao final desta saga, qualquer economista poderia explicar melhor porque estamos fadados a, daqui a pouco tempo, estarmos comendo ouro, tomando banho com diamantes, e vestindo dólares, já que os bens propriamente ditos não mais existirão...
Marcos Claudino, profissional de RH, 39 anos, preocupado apenas com a semana que vem, a prestação da casa, e o carinho dos familiares.
Escrito por Marcoscl_SP às 12h27
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Metralhadora Desgovernada e Desavergonhada
São Paulo, 04 de setembro de 2008.
Metralhadora Desgovernada e Desavergonhada
Zagalo, sai pra lá. Obrigado.
Vocês vão ter que me engolir!! Não desisti, apenas descansei, e voltei... Tomem mais um Black Brahma (eu não disse Barack Obama), sentem-se e divirtam-se, se puderem...
Acabou a olimpíada da terra do sol escondido na poeira. Finalmente os habitantes das áreas mais pobres poderão sair de suas casas e desfrutar das melhorias urbanas construídas especificamente para o resto do mundo ver, como o muro do bairro pobre, por exemplo.
Extra!! Extra!! Como no inverno a chuva é rara, estão chovendo bebês!! Eles caem do sexto, do terceiro ou do décimo andar. Alguns viram anjo, outros são salvos pelas fraldas. Bom material para o Datena ou o Balanço Geral. Vamos ouvir, ouvir e ouvir. Fatalidades à parte, mas as mães de hoje andam muito descuidadas, não é mesmo? Também, freqüentando bailes funk e engravidando aos doze, quer o que?
E já que os Nardoni continuam devidamente guardados, na falta de fenômenos televisivos, surge, para o seu deleite, o Maníaco de Guarulhos. Dizem que o cara confessa tudo, em troca de uma revista da Mulher Melancia. Confessou até crimes do Lucio Flavio. E três rapazes acusados de um crime apurado ser de autoria do referido jovem (pretos), presos há dois anos foram soltos. Eles tiveram a petulância de afirmar que foram torturados para confessar. Ora essa, estamos na Finlândia, na Noruega por acaso? Aqui polícia não tortura ninguém não senhor. Tropa de Elite é ficção amigo, ficção apenas...
E o Pimenta Neves teve sua pena reduzida em três anos. Mas a pena não é domiciliar? Agora ele não precisará ficar no conforto de seu lar quinze, apenas doze anos. Assim, quando sair, pode até arrumar uma namorada, ficar nervoso, e enfiar um tiro nas costas e outro na nuca dela, na frente de várias pessoas, alegar stress e ser condenado a vinte anos de prisão na Disney.
Nove mil presos cujas penas já terminaram aguardam na cadeia a liberação documental de suas sentenças. Em alguns casos, a espera chega a dois anos. Algum problema? Nenhum, mas eu aposto que dois dias antes de terminar, alguns condenados ilustres já terão a documentação em casa, impressa em papel nobre, como deve mesmo ser...
Pôxa Deus, naquele país o senhor não deixou terremotos, maremotos, furacões, deu florestas, petróleo, rios e esse litoral maravilhoso... É Gabriel, mas você vai ver a qualidade dos habitantes...
Vote consciente, não vai adiantar muita coisa mesmo...
Inté!
Escrito por Marcoscl_SP às 12h56
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